quarta-feira, 26 de junho de 2013

Situação de aprendizagem – Gênero Crônica Narrativa- Texto Avestruz – Mário prata
 Objetivos
Estimular o gosto pela leitura;
Desenvolver a competência leitora e escritora;
Desenvolver a sensibilidade estética, a imaginação, a criatividade e o senso crítico;
Estabelecer relações entre o lido/vivido ou conhecido (conhecimento de mundo);
Perceber as particularidades do gênero Crônica.
Conteúdos: conceito de crônica; retomada dos elementos da narrativa; leitura do texto “Avestruz”, de Mario Prata; roteiro de perguntas e produção escrita.
Competências e habilidades: conhecer o gênero “crônica narrativa”, identificar os elementos narrativos; interpretar um texto pertencente ao gênero em estudo.
Estratégias: estudo do gênero e dos elementos da narrativa; leitura e interpretação do texto “Avestruz”; discussão com os alunos fazendo as devidas intervenções.
Tempo estimado: 4 a 6 aulas
Ano: 6º ano
Material necessário: Cópia da Crônica Avestruz do autor Mário prata e se possível, um computador ligado à Internet.
Desenvolvimento

1ª etapa: Sondagem oral
Pergunte se os alunos já ouviram falar do autor Mário Prata. Conhecem alguma obra que ele publicou? E sobre Crônica, já ouviram falar? 

A partir desta primeira sondagem, inicie sua aula, apresentando à turma o escritor, bem como o gênero crônica. Se julgar necessário, entregue aos alunos os textos abaixo.
Biografia
Mario Prata é um escritor, dramaturgo, jornalista e cronista brasileiro. É natural de Uberaba, Minas Gerais, mas viveu boa parte da infância e adolescência em Lins, interior de São Paulo. Em mais de 50 anos de escrita, tem no currículo 3 mil crônicas e cerca de 80 títulos, entre romances, livros de contos, roteiros e peças teatrais. Na carreira, recebeu 18 prêmios nacionais e estrangeiros, com obras reconhecidas no cinema, literatura, teatro e televisão.
JORNALISMO – Em começo de carreira, foi repórter na Gazeta de Lins e para o jornal Última Hora. Nos anos 70, colaborou como cronista no Pasquim, ao lado de Millôr Fernandes. Em 1993, passou a assinar uma coluna semanal no jornal O Estado de S. Paulo, onde foi cronista por 11 anos. Também assinou crônicas para diversas publicações nacionais, entre elas as revistas Istoé e Época e o jornal Folha de S. Paulo.
 O que é Crônica:
Crônica é uma narrativa histórica que expõe os fatos seguindo uma ordem cronológica. A palavra crônica deriva do grego "chronos" que significa "tempo". Nos jornais e revistas, a crônica é uma narração curta escrita pelo mesmo autor e publicada em uma seção habitual do periódico, na qual são relatados fatos do cotidiano e outros assuntos relacionados à arte, ao esporte, à ciência, etc.
Os cronistas procuram descrever os eventos relatados na crônica de acordo com a sua própria visão crítica dos fatos, muitas vezes através de frases dirigidas ao leitor, como se estivesse estabelecendo um diálogo. Alguns tipos de crônicas são a jornalística, humorística, histórica, descritiva, narrativa, dissertativa, poética e lírica.
Antes de realizar a leitura peça que os alunos anotem individualmente suas ideias a respeito do título do texto e discutam o que acham que vão encontrar a partir desta leitura.
 3ª etapa: análise da crônica "Avestruz" 

Em aulas expositivas dialogadas, analise a crônica "Avestruz" com a turma, obedecendo aos procedimentos de análise literária organizados abaixo:

1) Paráfrase:
A paráfrase é a primeira parte da análise. Ela é um resumo do enredo, um "contar a história com as suas próprias palavras", por isso deve ser curta e objetiva, deve resumir-se apenas ao essencial. 

Finalizada a leitura compartilhada, pergunte aos alunos do que fala o texto?
2) Análise:
Analisar é "desmontar" o texto, é verificar quais são as partes que o compõe e como elas se articulam. Cada obra literária tem inúmeros elementos que, articulados, a constituem. A ideia não é investigar todos - nem seria possível - mas apenas alguns. Quais? A análise deve construir argumentos que sustentem a interpretação. É ela que vai conduzir o leitor através do seu raciocínio.
 Não podemos nos esquecer também que, em arte, forma é conteúdo. Por isso, é preciso ressaltar a contribuição que alguns aspectos formais possam vir a ter na economia da crônica. O que são aspectos formais? São elementos que se referem menos diretamente a o que está sendo dito e mais ao como está sendo dito. O tipo de narrador, a caracterização de algum personagem, o tempo, o espaço e o tipo de discurso são alguns dos elementos formais que podem ser fundamentais para desvendar mistérios.

Proponha aos alunos que revisem os elementos da narrativa, presentes no texto lido seguindo o modelo explicativo a seguir.
Foco narrativo: 1ª. ou 3ª. pessoa?
Personagem: Quais são?
Enredo: Quais os principais acontecimentos da história, na sequência em que são apresentados?
Tempo: Quanto tempo a história parece apresentar? Há marcas da passagem do tempo no texto? Quais?
Espaço: O que sabemos sobre os espaços em que as personagens vivem as ações?
3) Interpretação:
A interpretação corresponde à questão "do que fala o texto?". Ela é a exposição do sentido profundo da obra literária. É ele que estamos buscando desde o início. Quando analisamos, queremos saber o que está dito por meio dos silêncios, nas entrelinhas; o que se origina da relação íntima entre forma e conteúdo. Se na análise desmontamos o texto em partes, na interpretação temos de reorganizá-lo como um todo, um todo de sentido capaz de reunir forma e conteúdo. Afinal, do que fala a crônica de Mário Prata?
Avaliação
Peça aos alunos que pesquisem outros exemplos de crônicas e para finalizar solicite que produzam uma crônica narrativa.
 Bibliografia
Na sala de aula: caderno de análise literária. Antônio Candido, Editora Ática, 1993.
Caderno do professor. Língua Portuguesa: ensino fundamental. 5ª. série. 1º. Bimestre/Eliane Aparecida Aguiar – São Paulo: SEE, 2008.

sábado, 8 de junho de 2013

Tudo começou no ano de 1982 quando eu estava na 7a série  e não entendia muito bem de análise sintática e também da análise morfológica, era imaturo e creio que tinha um certo bloqueio pela disciplina Língua Portuguesa e esse bloqueio se acentuava ainda mais com a real possibilidade de uma reprovação, sim reprovação em apenas uma matéria e foi justamente isso que aconteceu. Fiquei muito triste, inconformado pois foi somente uma matéria.Não teve jeito, tive que cursar novamente a 7a série e para minha satisfação e alegria tive uma nova professora cuja didática  me auxiliou e muito, e pude perceber que essa matéria não era tão feia assim como eu imaginava.
Depois desse trágico acontecimento em minha vida tomei gosto pela gramática e pela leitura  e esse gosto trago comigo até hoje. Em 1993 passei no vestibular da Universidade católica de Santos- Unisantos e minha experiência profissional como docente de Língua Portuguesa foi no final de 1996 quando fui cobrir licença gestante de uma colega. Comecei a lecionar  no Ensino Médio  no período noturno na Escola João Octávio, no Morro da Nova Cintra, em Santos. Não tinha experiência alguma e trabalhar com essas três turmas para mim foi gratificante. A literatura para mim surgiu quando eu estava no Ensino Médio e não tinha o hábito de ler... Aos poucos fui adquirindo o gosto e hoje , depois de alguns anos, não consigo me imaginar sem um livro em mãos. Não tenho um estilo literário pelo qual me identifico mais. Gosto dos livros policiais , dos livros de aventuras e alguns biográficos. Não posso também deixar de mencionar uma coleção que existia e era vendida em bancas de jornais  que contava a aventura de um casal de espiões (77Z e Z77) . Adorava e devorava pois era uma leitura com uma pitada de erotismo (nada vulgar) e sem contar a descrição das belas paisagens por onde esse casal de espiões passavam. Lembro-me também da coleção Vagalume da Ed Ática.. alguns títulos são memoráveis.. enfim foi muito bom compartilhar com vocês a minha experiência enquanto leitor  e é essa experiência que tento passar para os meus alunos.
Professor Marcio Nunes DE de São Vicente

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Primeiras Experiências de Leitura e Escrita



Acho que sempre estive em contato com livros, meu pai era professor e posteriormente minha mãe também veio a se tornar. Ambos eram professores de matemática. Considero o exemplo fundamental e me recordo de ver meu pai envolto a livros, sempre estudando e isso não só durante minha infância, era uma constante.
Uma das minhas brincadeiras favoritas era ser professora e apesar de não pensar em me tornar uma, acabei me tornando. Meu pai sempre procurava nos envolver (eu e meus irmãos) em atividades culturais, frequentávamos o SESC, que sempre oferecia coisas interessantes para fazer ou apreciar e, obviamente, a biblioteca era ótima! Nas feiras de livros, promovidas pela escola, eu ficava fascinada, mesmo antes de aprender a ler, era algo que me chamava atenção, minha vontade era adquirir todos!
Na fase de alfabetização eu tinha uma enorme curiosidade e queria ler tudo o que via pela frente e quando escrevi minha primeira frase por conta própria, senti uma enorme satisfação, uma espécie de orgulho de mim mesma.
Minha mãe sempre nos dava gibis e quando já havíamos lido todos, íamos a uma banca de gibis e livros usados e trocávamos os nossos por outros. Com onze anos, mais ou menos, comecei a ler os livros da coleção Vagalume e os li por bastante tempo, assim como vários colegas aqui no fórum. Era uma leitura gostosa, fluída, com uma linguagem acessível e por isso era tão lida pelos adolescentes.
Lembro-me, também, de ter lido “A Revolução dos Bichos” de George Orwell pensando que fosse um livro de criança!!! 
O primeiro livro que li, de literatura, foi “Dom Casmurro” e gostei muito, em seguida li mais alguns do Machado. Todos os livros de literatura que li, antes da faculdade, foram leituras despretensiosas, pois eu ainda não fazia ideia da profundidade do universo literário e, por isso mesmo, ao iniciar o curso de Letras, posso dizer que tomei um choque ao me deparar com a infinidade de possibilidades que a literatura nos propõe. Pude sentir estranhamento e catarse!
Por meio da internet passei a ler muita coisa diferenciada, sempre leio blogs, de tudo que se possa imaginar, desde maquiagem, culinária, tecnologia, até, claro, blogs literários.  Alguns anos atrás criei meu próprio blog, a princípio para dar minha opinião sobre determinados assuntos, me manter em contato com pessoas de pensamentos diferentes, porém, ao me dar conta, estava escrevendo poesias. Isso, pra mim, foi uma revelação, pois até então, não me achava capaz de criar, não tinha o dom, e percebi o quanto é bom brincar com as palavras, descobri que também é possível escrever a partir de uma boa motivação e de muita força de vontade. Hoje, infelizmente, por conta da correria cotidiana e falta de tempo pra me dedicar, não escrevo mais, mas sinto muita falta do prazer de escrever e muito mais de ver a identificação das pessoas com a minha escrita.

                                                   
Professora Marília Bomfim

terça-feira, 4 de junho de 2013

Tudo começou em Kripton....



Lembro muito pouco a respeito de minhas primeiras grandes e decisivas incursões no universo da escrita e da leitura. Sempre gostei de ler. Mas, antes do aprendizado sistematizado proporcionado pelo escola, o que eu gostava mesmo era de criar estórias sobre outros planetas.
A minha primeira e grande inspiração veio do personagem Super Homem. O fato de ser o único sobrevivente do planeta Kripton  foi o estopim de centenas de outras estórias que criava, todas baseadas em aventuras de um viajante vindo de um universo distante.
Assim, o leitor/escritor é um grande peregrino. Ler é basicamente viajar. Por isso que a leitura nos dá saudades. Nós sentimos saudades do ato de trilhar um percurso que a leitura nos proporciona. E quem escreve tem este mesmo sentimento de alegria: o poder de criar e recriar os trajetos humanos na ponta de uma caneta.
Gosto muito da metátora da leitura como um ato de comer. Eu mesmo "devorei" muitos livros que acabaram fazendo parte da construção da minha identidade como pessoa e cidadão. Mas, como já disse, o livro nos proporciona, além do alimento para a alma, a possibilidade de fazer uma caminhada inesquecível. Por isso, é possível dizer, entre tantas definições, que o ser humano é um animal que lê e escreve.

 Professor Tarcísio Mendes de Lima